Volt. O novo partido político que é presidido por um filho de uma tomarense

Tiago de Matos Gomes preside ao Volt Portugal

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Nasceu em 2017, no rescaldo do Brexit, e deseja ir mais além no projeto europeu. Extravasa fronteiras e assume-se como um partido “pan-europeu”. Mas não só: também se caracteriza como “pragmático e progressista” contra populismos, extremismo e nacionalismos. O Volt, projeto criado por um italiano, alemão e uma francesa, chegou a Portugal, tendo já sido aprovado pelo Tribunal Constitucional. E o presidente, Tiago de Matos Gomes, é filho de uma tomarense

“Estamos junto no mesmo partido em toda a Europa”, afirmou Tiago de Matos Gomes à Tomar TV. Parece uma ideia vanguardista, mas já é realidade. O Volt é um partido que está presente em países como a Alemanha, a Bulgária ou os Países Baixos. E também em Portugal. “Queremos que a União Europeia se transforme numa federação”, defende o presidente do partido.

Mas não o Volt não se esgota na qualidade de pan-europeu. Também é progressista: “Queremos uma sociedade inclusiva, onde não haja discriminações pela raça, orientação sexual, entre outros. Não queremos divisões artificias na sociedade”, diz o presidente. E também se caracteriza como pragmático, ou seja, utilizando “propostas fundadas da base científica e das boas práticas” como guia de ação.

O partido também se diz livre de amarras ideológicas: “Não somos de direita, nem de esquerda” – e nem mesmo de centro.

O resultado de André Ventura é “profundamente negativo para a democracia portuguesa”

Questionado pela Tomar TV sobre os resultados das últimas presidenciais, Tiago de Matos Gomes salienta o terceiro lugar do candidato apoiado pelo Chega, André Ventura, que é “profundamente negativo para a democracia portuguesa”.

Os partidos de extrema-direita, disseminados pela Europa e no qual o Chega se integra, defendem “ideias antidemocráticas, anticonstitucionais” opostas àquelas que o partido defende, afirma o presidente do partido.

Relativamente aos outros resultados, o presidente do Volt expectava que Marcelo Rebelo de Sousa, “o democrata de centro-direita”, “tivesse mais ou menos o resultado que obteve”. E refere como maiores surpresas os resultados de Marisa Matias e João Ferreira, “que tiveram valores abaixo do que as sondagens indicavam”.

“Queremos concorrer certamente em Lisboa e no Porto”

Em relação ao futuro do partido, Tiago de Matos Gomes tem uma certeza sobre as próximas eleições autárquicas previstas para o segundo semestre: “Queremos concorrer certamente em Lisboa e no Porto”.

Mas este não é único objetivo do partido: estão a ser discutidos alguns acórdãos e Tiago de Matos Gomes não descarta por completo uma eventual candidatura em Tomar.

Sobre as futuras legislativas, o presidente do Volt Portugal assume que ainda é demasiado cedo para falar, mas “obviamente que o partido vai lutar” para conseguir eleger pelo menos um deputado. E também gostaria de que, nas próximas eleições para o Parlamento Europeu (no qual o Volt já tem um representante), o partido conseguisse pelo menos eleger um eurodeputado.

Mas Tiago de Matos Gomes frisa que a corrida política não é “um sprint, é uma maratona”. “Os resultados não são obtidos a curto prazo”, resume.

 

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