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Manifestação pela liberdade | Situação dos apoios prestados COVID-19

Movimento realiza-se no próximo dia 20.

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O vigor de uma economia depende dos contextos micro e macroeconómicos, principalmente nos países com economias pouco robustas. Portugal é um país que tem a sua economia muito dependente de fatores exteriores, como é o caso do turismo, que vive momentos de quase paragem absoluta. Sempre que existem crises económicas internacionais, seja por dificuldades nas bolsas, seja por “bolhas” imobiliárias ou choques petrolíferos, o nosso crescimento económico ressente-se muito mais que outros, pois o nosso tecido empresarial carateriza-se pelo domínio das PME, muito pouco competitivas a nível internacional.

A consequência a curto e médio prazo é a falência ou insolvência de muitas empresas, que provocam inúmeros despedimentos ou trabalhadores em lay-off, com o rendimento das famílias a sofrer penosamente com essa realidade. Os problemas sociais agravam-se, num país onde o nível económico da população é já por si dos mais baixos da comunidade europeia. A falta de rendimento produz imediatamente um agravar da pobreza, com a dificuldade em garantir necessidades básicas como a alimentação, o pagamento das despesas, o acesso a cuidados de saúde mais diversificados. Fica assim em causa o desenvolvimento económico do país, que se reflete na qualidade de vida das populações.

Para colmatar, ou atenuar estas realidades, os países perante a realidade pandémica, estão obrigados a adotar medidas, através dos seus governos, que possam assegurar a manutenção das empresas e assim dos empregos. Nessa perspetiva, têm sido implementadas medidas de Apoio à retoma Progressiva das micro, pequenas e médias empresas: Apoios no âmbito da Fiscalidade e Linhas de Crédito. Ao contrário de outros países mais fortes economicamente, os apoios em Portugal, parecem serem insuficientes para garantir a sustentabilidade de muitas empresas, pelo que urge a adoção de políticas mais robustas, que evitem mais falências, que assegurem a manutenção dos empregos, evitem o agravamento dos problemas sociais, num país desde sempre caraterizado por grandes assimetrias, no que à condição de vida diz respeito. Daí que muitos setores exijam apoios mais significativos, tanto do lado das confederações dos empresários, como dos sindicatos que defendem os trabalhadores. Num momento de emergência nacional ao nível económico e social, é prioritário apoios mais consistentes que resolvam e que não adiem apenas as fatalidades.

Podem questionar-se algumas das formas que alguns utilizam para expressar a sua discórdia, nem sempre as mais esclarecidas, por vezes, mesmo violentas, mas é mais ou menos consensual que os estados devem procurar conciliar a resolução da crise de saúde pública com a preparação de uma retoma económica, que possa garantir manutenção de empregos e até mesmo a criação de novos empregos, que têm faltado principalmente aos mais jovens. Nunca Portugal teve tantos jovens qualificados, reflexo do aumento das habilitações médias dos portugueses, pelo que é fundamental criar expetativas reais de que existe em Portugal solução para estas novas gerações, correndo-se o risco de voltarmos a assistir a novos fluxos de emigração, agora também dos mais qualificados.

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