À descoberta das nossas origens no Centro de Portugal

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O Observador Publicou esta semana um artigo patrocinado dedicado ao Centro de Portugal com destaque para Tomar.

É na Região Centro que encontramos a essência cultural e histórica de Portugal, feita de tradições e artes respeitadas por novos visionários e testemunhos de civilizações desaparecidas.

Para além de paisagens naturais feitas de serras imensas, ondas e praias perfeitas e uma fauna e flora únicas, o Centro de Portugal é feito também de memórias centenárias ricas em história e cultura. A região brinda quem a visita com profundas doses de alimento para a alma e mente através de autênticas viagens no tempo e imersões nas tradições e costumes de cada uma das suas cidades, vilas e aldeias históricas.

O epicentro da herança Judaica em Portugal

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A comunidade judaica, instalada desde o século V no território que se viria um dia a chamar Portugal, produziu, ao longo dos séculos, uma influência considerável na cultura e costumes portugueses. É na região Centro que se encontram vários vestígios da sua presença em solo português, especialmente em Belmonte, que se tornou o epicentro da Rota das Judiarias em Portugal.

Depois de Vilar Formoso (concelho de Almeida), onde encontrará o Memorial aos Refugiados e o ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes (o herói português que ajudou a salvar milhares de judeus que fugiam do Holocausto), poderá seguir para Belmonte, onde encontrará a Sinagoga “Beit Eliahu” entre as suas ruas revestidas de pedra, e o Museu Judaico onde se encontram numerosas peças de origem judaica que durante séculos permaneceram escondidas da perseguição levada a cabo pela Inquisição.

Se procura saber mais sobre a cultura Judaica, não perca ainda a oportunidade de visitar o Casa da Memória judaica da Raia Sabugalense, no Sabugal, o Centro de Interpretação da Cultura Judaica Isaac Cardoso em Trancoso – que tem uma de uma sinagoga sefardita, apelidada de “Beit Mayim” -, e a Casa da Memória da Presença Judaica e a Casa do Passal de Aristides de Sousa Mendes, em Carregal do Sal. Aproveite e visite também o Museu do Moinho de Papel, em Leiria. Nesta cidade, viveu uma importante comunidade judaica e foi aqui que se instalou uma das primeiras oficinas de impressão tipográfica da Península Ibérica. E, claro, não pode perder ainda uma visita à Sinagoga de Tomar, situada em pleno centro histórico da cidade

À descoberta do glorioso passado militar português

Desde castelos e fortalezas, a muralhas e antigos quartéis: são vários os espaços de origem militar espalhados pela região Centro de Portugal, que hoje em dia permitem conhecer mais sobre as origens do país, atravessando séculos de história.

Comece esta viagem através da Linha Defensiva do Mondego, uma linha de fronteira entre dois mundos – o cristão e o muçulmano, identificada pela Rede de Castelos e Muralhas do Mondego. E, depois, visite o Museu Histórico-Militar de Almeida, vila conhecida como a “Estrela do Interior” devido à muralha que a cerca em forma de uma estrela de 12 pontas, mostra-lhe um vasto acervo de armaria utilizado ao longo dos séculos. Instalado nas Casamatas, no subsolo do Baluarte de S. João de Deus, é um dos locais mais visitados desta Aldeia Histórica.

Das invasões francesas, recue no tempo até à época dos cavaleiros Templários, que tantos filmes e romances inspiraram. Em Tomar, Torres Novas, Abrantes, Vila Nova da Barquinha e Mação esperam-no cerca de 14 locais distribuídos por castelos, igrejas e conventos, como o Castelo de Almourol e de Tomar e o Convento de Cristo, inseridos na rota dos Templários. É um percurso entre castelos, fortalezas e Igrejas que, quem quer conhecer melhor a história de Portugal, não vai querer perder.

E para entender o que realmente se passou em algumas das maiores batalhas decorridas em solo português desde o século XIV ao século XVIII, inclua no seu roteiro uma visita aos Centros de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, da Batalha do Vimeiro e das Linhas de Torres. Aqui, aproveite para fazer o percurso Wellington a pé, de bicicleta ou de carro, para descobrir alguns dos momentos e locais mais emblemáticos da Terceira Invasão Francesa.

E, por último, sugerimos um passeio da Serra do Bussaco, palco da lendária Batalha do Bussaco, e uma visita ao Museu Militar do Bussaco, na Mealhada, inaugurado em 1910 e que mostra, nas suas salas, o rico legado da época, como peças militares do princípio do séc. XIX, guiões e medalhas, material e equipamentos diversos. e ainda ao moderno Centro de Interpretação da Batalha do Bussaco, em Mortágua. É uma visita que o irá fazer voltar atrás no tempo, com toda a certeza.

A lã, uma peça chave no coração da cultura regional

A lã e tudo o que lhe diga respeito faz parte da herança e cultura da região Centro desde os primórdios da fundação de Portugal. De um fabrico puramente artesanal e doméstico, a atividade evoluiu para uma produção em larga escala em fábricas industriais como, por exemplo, a Real Fábrica Veiga, fundada na Covilhã em 1784 e que, em conjunto com a Real Fábrica de Panos e das Râmolas do Sol, se encontra hoje aberta a visitas, sendo o complexo conhecido como o Museu de Lanifícios da Covilhã.

Um pouco mais a norte, na Guarda, encontra o Museu de Tecelagem dos Meios onde terá ao seu dispor um conjunto de informações de grande interesse ligadas à pastorícia, transumância e aproveitamento da lã da ovelha. Continuando a Rota, terá à sua espera, em Manteigas, no coração da Serra da Estrela, duas empresas que o farão olhar para esta atividade milenar com novos olhos: a Burel Factory e a Ecolã, ambas dedicadas em fazer progredir esta arte tradicional, adaptando-a às exigências e gostos do mundo atual, através da produção de peças de base tradicional com um design atual. Também o New Hand Lab , na Covilhã, vai fazê-lo olhar para esta atividade com outros olhos, num espaço que promove a criatividade e a inovação. Quem se interessa por esta arte, não vai querer perder uma visita a este espaço.

Em busca das origens dos melhores produtos regionais

Não há como visitar a região Centro e ceder à tentação de se perder entre os seus inúmeros produtos e iguarias tradicionais de qualidade inquestionável. Desde os queijos típicos e cerejas, que todos os anos daqui saem para fazer as delícias de portugueses de todo o país, até aos produtos originados pela forte ligação das suas gentes ao mar, esta é uma das regiões de Portugal que mais se destaca pela qualidade dos seus produtos.

Se o qeijo é parte fundamental da sua alimentação, não poderá deixar de lado uma visita ao magnífico edifício histórico do Solar do Queijo, em Celorico da Beira, conhecido como a Catedral do Queijo da Serra da Estrela, assim como ao Museu do Queijo, na Covilhã, dois locais onde ficará a conhecer em detalhe o processo de fabrico de um dos queijos portugueses mais famosos do mundo.

Ainda na Covilhã, e à semelhança do queijo, a cereja tem também lugar de honra no Centro Interpretativo da Cereja, onde os visitantes têm acesso a uma explicação detalhada do seu processo de cultivo, e o impacto que o mesmo tem na região.

Não perca ainda a oportunidade de visitar, no Fundão, o Centro de Interpretação da Moagem do Centeio, onde poderá ver de perto a maquinaria usada entre os anos 20 e 70 no cultivo e transformação do cereal na região, assim como o Museu Marítimo de Ílhavo, fundado na década de 30 com o objetivo de dar a conhecer e de preservar a memória de todos os Ílhavos que dedicaram a sua vida à pesca do bacalhau nos mares da Gronelândia e Terra Nova, assim como à fauna na Ria de Aveiro e ao longo da costa portuguesa.

Perceber a arte é perceber um povo

Das origens dos melhores produtos regionais seguimos para a descoberta do património artístico da região Centro de Portugal, um dos mais ricos do país. Visitar esta zona é descobrir todo um conjunto de tradições e artes que, pouco a pouco, vão sendo trazidas de volta por uma geração que procura reavivar e extrair o que de melhor se fez a nível artístico pelos seus antecessores.

Edifícios como o Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta, em Gouveia – uma homenagem à arte do pintor gouveense Abel Manta; o Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu,  que se dedica a expor uma série de obras de arte provenientes da Catedral e de igrejas da região; o Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, dedicado maioritariamente à exposição de obras de arte provenientes da região; e, em Castelo Branco, o Museu Cargaleiro, dedicado às obras do artista originário de Vila Velha de Ródão, são passagens quase obrigatórias para todos os amantes de arte que queiram conhecer mais sobre o rico património artístico  que caracteriza a região.

Outros espaços como o Museu do Caramulo, em Tondela, e o Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco oferecer-lhe-ão excelentes oportunidades para observar de perto magníficas peças representativas do que de melhor se fez e se faz a nível artístico em Portugal e no mundo.

A velha arte do bordado da região de Castelo Branco, em tempos perdida, encontra-se hoje em dia representada no Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco. Este espaço, instalado na antiga Casa da Vila, em tempos cadeia e, posteriormente, Biblioteca Municipal, situado em plena zona histórica medieval da cidade, procura dar a conhecer um dos maiores ex-libris artísticos albicastrenses: o seu bordado tradicional. Para além de se apresentar como um museu, o Centro é igualmente uma Oficina-Escola que ali acolhe algumas das melhores bordadoras da região, sempre disponíveis a partilhar a sua paixão por esta arte em particular.

 

Uma viagem no tempo através de séculos de história

Uma viagem pela herança cultural da região Centro de Portugal não poderia estar completa sem uma visita a alguns dos locais históricos que resistiram ao passar dos séculos, apresentando-se hoje como testemunho de todos os povos, civilizações e culturas que por ali passaram.

 

É em Condeixa-a-Nova, a cerca de 17 km de Coimbra, que se encontra um dos complexos de ruínas mais interessantes de Portugal: o Museu e Ruínas de Conímbriga. Conhecidas desde o século XVI, estas ruínas romanas são um dos vestígios mais extensos e melhor preservados da presença romana em Portugal. Continuando na exploração da presença da civilização romana no nosso país, seguimos em direção a São Pedro do Sul, uma cidade conhecida como a “Capital do Termalismo”, localizada no Distrito de Viseu. É aqui que terá a oportunidade de explorar um dos complexos termais de origem romana mais bem conservados do país, que foi sendo constantemente aproveitado ao longo de dois mil anos.

 

Entre as 12 aldeias que compõem a rede de Aldeias Históricas de Portugal encontra-se a Aldeia de Idanha-a-Velha, em tempos conhecida simplesmente por Egitânia. Perca-se entre as suas encantadoras ruas e visite os edifícios que compõem o Conjunto Arquitetónico e Arqueológico local. Começando na Igreja de Santa Maria (a Sé), um edifício cuja presente forma exterior resulta de várias intervenções medievais e quinhentistas, mas cujo interior levanta algumas especulações sobre possíveis origens visigóticas, moçárabes ou islâmicas, siga em direção ao Pelourinho originário de 1510.

 

Em Penha Garcia, a cerca de 30km de distância, encontrará ainda o Complexo Moageiro, um conjunto de moinhos, palheiros, fornos e levadas integrados na paisagem natural local. Aqui descobrirá mais sobre a atividade moageira entre os séculos XVI e XX e terá a oportunidade de visitar a Casa dos Fósseis, onde se encontram expostos mais de 400 tipos de icnofósseis.

Se os comboios fizerem parte dos seus interesses pessoais, recomendamos então que não perca a oportunidade de passar pelo Entroncamento, onde o espera uma das melhores coleções de património ferroviário da Europa, no Museu Nacional do Ferroviário. Viaje pela história do caminho de ferro em Portugal, desde os primórdios da locomotiva a vapor até às carruagens mais modernas.

 

Espaço para os mais jovens

A região não deixou as crianças de lado e fez de tudo para que elas se sentissem integradas na exploração do património cultural e histórico local. Enquanto em Belmonte os mais jovens são levados numa viagem divertida e educativa no Centro de Interpretação “À Descoberta do Novo Mundo”, dedicado às descobertas portuguesas com destaque para a descoberta do Brasil, no Fundão, é-lhes dada a oportunidade de contactarem com o mundo das lendas históricas regionais através de workshops de construção de bonecos/personagens, de assistir à “Hora do Conto” ou de conhecer os 12 fantoches de lã que fazem parte do projeto “Histórias Criativas”.

E porque descobrir o património da região Centro passa também por ter contacto com a sua envolvência natural, leve-os até ao Centro de Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova onde poderão ficar a conhecer, através de experiências interativas que envolvem todos os sentidos, as razões que fazem da floresta uma fonte de vida, riqueza e bem-estar.

 

Leve-os ainda a conhecer a melhor coleção portuguesa de automóveis em formato reduzido no Museu da Miniatura Automóvel, em Gouveia, e a descobrir como brincavam os seus pais e avós, através da observação de mais de 10.000 brinquedos de Portugal e do Mundo no Museu do Brinquedo, em Seia. Fica a certeza de um momento memorável e único não só para os mais pequenos, mas também para os adultos que não conseguirão resistir a recordar os melhores tempos da sua infância. Ainda em Seia, leve os mais pequenos ao Museu do Pão, um espaço dedicado aos mais novos e que contém uma sala didática e de encantamento, um lugar de cultura e de mito. É aqui que vai encontrar os gnomos da tribo dos Hérmios, protetores dos primeiros habitantes dos Montes Hermínios, que vão os levar os pequenos a uma viagem imaginária e mitificada ao passado do pão.

 

E, já que propomos atividades para os mais pequenos, sugerimos uma visita ao Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, fundado na década de 40 e que assinala, agora, 80 anos de existência. É um local que vai mostrar aos mais novos como era Portugal e, com toda a certeza, vai encantá-los fazer parte de um Portugal em miniatura.

 

Aproveite também para levar os mais pequenos ao Museu do Brincar, em Vagos, um local onde os visitantes são convidados a viajar pelo brincar e a interagir com o espaço. Se está na zona de Aveiro, aproveite para visitar a Fábrica Centro Ciência Viva, local onde aprendemos enquanto interagimos com o espaço e todos os visitantes.

 

São várias as oportunidades de aprendizagem e enriquecimento cultural à sua espera na Região Centro de Portugal. Desde viagens no tempo em busca das tradições e costumes regionais mais antigos, a descobertas surpreendentes do que de melhor aqui se faz a nível artístico e cultural. Aventure-se, com a certeza de que voltará para casa com um conhecimento aprofundado sobre o país a que chama casa, sobre as suas origens e, consequentemente, sobre si.

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