«O regresso à escola vai ser feito em segurança»

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«O regresso à escola vai ser feito em segurança», disse o Primeiro-Ministro António Costa, no final de uma visita à Escola Secundária Dom Pedro V, em Lisboa. «No dia 18 vamos continuar o processo de aprendizagem deste ano letivo, até ao termo do terceiro período, agora também com ensino presencial em algumas das disciplinas do 11.º e 12.º anos», acrescentou.

O Primeiro-Ministro, que foi acompanhado pelo Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, tomou conhecimento de como esta escola se reorganizou para receber os alunos, aplicando procedimentos e medidas de segurança.

António Costa agradeceu «a toda a comunidade educativa pelo esforço extraordinário que fez para, num curto período, adaptar a escola para acolher os alunos e todos os que aqui trabalhem, em segurança».

Isto significou criar percursos seguros, medidas de afastamento, ter meios de higienização e, em particular, de lavagem das mãos, e máscaras, que serão obrigatórias para todos dentro das 500 escolas que vão reabrir as aulas presenciais no ensino secundário a partir de segunda-feira.

Quatro milhões de máscaras

«Foi um esforço imenso, já foram distribuídos mais de quatro milhões de máscaras a todos os estabelecimentos de ensino que vão reabrir no dia 18», disse, acrescentando que «será um esforço contínuo, até final do ano letivo, para que nada falte de tudo o que é necessário para que a escola funcione em segurança».

O Primeiro-Ministro referiu que «para além da atividade letiva presencial das disciplinas em que há exame, a aprendizagem continua à distância, em casa», mantendo-se totalmente à distância «para os alunos de grupos de risco» e «para os professores de grupos de risco».

«O que vai acontecer de ensino presencial nas escolas, não substitui o que vai continuar a fazer-se à distância, quer nas disciplinas que fazem parte do currículo e não são lecionadas presencialmente, quer para complementar a atividade letiva, que não se esgota na sua dimensão presencial», disse.

Escola diferente

António Costa afirmou que «vai ser uma escola diferente, a deste final de terceiro período, mas estas semanas vão ser muito importantes, não só para concluir bem este ano letivo, mas, sobretudo, para treinar o próximo ano letivo», pois «vamos ter de conviver com o vírus no próximo ano letivo».

O regresso a aulas presenciais «é também uma forma de direções das escolas, docentes, alunos, assistentes operacionais, famílias, testarem metodologias, aprenderem como fazer melhor no próximo ano, para aprenderem a viver com a disciplina própria que a Covid-19 nos impõe».

Contudo, com «a capacidade de invenção que os professores tiveram nestes meses, e com a aprendizagem que vamos ter até 26 de junho, vamos poder encarar o próximo ano letivo sem o sobressalto com que vivemos estas semanas», concluiu.

Esforço de todos

O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, destacou o esforço de «todos os que trabalham no sistema educativo – escolas públicas e ensino particular e cooperativo – para entender como podem agora trabalhar, sempre com sentido de missão».

Referindo a necessidade de manter a higienização, e o distanciamento físico, o Ministro destacou o papel dos assistentes operacionais, por quem «os estudantes têm um carinho muito especial», para que «essas boas práticas, esse dia-a-dia do novo normal possa ser cumprido dentro das escolas».

Este será um esforço «para que o ensino e a aprendizagem aconteçam, e se acontecem nesta, que é uma das grandes escolas, podem acontecer em todo o País», disse.

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