PCP contra o encerramento nocturno das Urgências em Tomar

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TomarTV

Em comunicado a Direcção da Organização Regional de Santarém (DORSA) do PCP lamenta o fecho das urgências de Tomar.

“O encerramento entre as 24h00 e as 08h00 é na prática antecipado para as 21 horas, porquanto a admissão de doentes a essas mesmas Urgências apenas poderá efetuar-se até essa hora, sendo inaceitável que em alternativa os doentes se tenham de deslocar ao Hospital de Abrantes.
Tendo a área de Intervenção dos três hospitais que integram o Centro Hospitalar do Médio Tejo uma população na ordem dos 247000 habitantes e uma dispersão geográfica acentuada, a que se associa o facto de ser expectável uma maior afluência de casos de COVID-19 a partir dos próximos dias, no hospital de Abrantes, parece evidente que a resposta do serviço de urgência deste hospital será insuficiente, pondo em causa os cuidados de saúde a prestar.

Naturalmente que o surto epidémico do COVID-19 que o distrito, o país e o mundo enfrentam hoje exige, antes de mais, que se priorize a adopção de medidas de reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) capazes de responder não só ao surto epidémico mas, de uma forma contínua, a todas as outras
necessidades de prestação de cuidados médicos.

Neste contexto, compreendem-se medidas de reorganização dos serviços de saúde, mas sempre no sentido do seu reforço e da garantia de preservação das capacidades de resposta diversificada e não numa linha de mero encerramento de valências e unidades. É indispensável que o Governo procure o
reforço das equipes médicas, de enfermagem e de outro pessoal de saúde, para fazer face à situação, designadamente com recurso às bolsas de profissionais disponíveis e a novas contratações.

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Para o PCP é obrigação do Governo tomar todas as medidas necessárias para impedir o encerramento do Serviço de Urgência dos Hospitais de Tomar e de Torres Novas, no período nocturno.

A DORSA do PCP anuncia que, no plano da Assembleia da República irá questionar o governo sobre esta decisão.
Uma vez mais, quando os trabalhadores e o povo mais precisam do PCP, afirmamos que cá estamos e cá estaremos, com a nossa acção, mas também com a nossa presença onde for necessário.”

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