Opinião. Observador de pássaros

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Fernado Santos Marques:  “Abordaremos também os pavões da Estrela e da Lapa e os patos-bravos das Avenidas Novas que, como muitos de nós, também vieram do norte do Ribatejo para ajudar a construir a cidade”

Este é o primeiro texto, de uma série que se quer longa, de escritos sobre Lisboa. Relatos na primeira pessoa, pensados e desenvolvidos na confortável posição de um “birdwatcher” que tenta observar a cidade no conforto de um sofá. E que sente inveja dos que a cruzam pelos céus. Como drones furtivos.

Não serão apenas artigos sobre a ornitologia de Olisippo. Embora este primeiro artigo de opinião também pretenda homenagear algumas das aves que mais frequentemente cruzam esta cidade. Serão também textos sobre a capital que voa melhor quando os ventos estão de feição.

Neste sentido, falaremos dos corvos de São Vicente, dos rouxinóis de São Bento e dos gaios, pegas e pardais dos beirais de Alfama e Mouraria. Dos pintassilgos da Gulbenkian que se querem estender pela Praça de Espanha e das gaivotas que acompanham os cacilheiros cor de rio que cruzam o Tejo e que conspurcam o Terreiro do Paço.

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Abordaremos também os pavões da Estrela e da Lapa e os patos-bravos das Avenidas Novas que, como muitos de nós, também vieram do norte do Ribatejo para ajudar a construir a cidade.

E falaremos dos economistas e dos gansos. E dos ambientalistas e dos marrecos. E dos canários, periquitos e papagaios que dão colorido às varandas fechadas em marquise.

Admiraremos igualmente as aves de arribação das Amoreiras e as aves exóticas do Jardim Zoológico. E, sem destacar de forma particular os que cantam de galo, dissertaremos ainda sobre as cegonhas e garças do Parque das Nações. E sobre os pombos e as rolas mansas de Alvalade.

Também tentaremos expor em texto as águias de Benfica e os falcões do Aeroporto. Bem como os gaviões da Alta de Lisboa. E os frangos de Olivais e Moscavide. Somos solidários com todos.

E falaremos igualmente dos milhafres das Galinheiras e das andorinhas de Belém. Dos estorninhos do Cais-do-Sodré e dos mochos e corujas do Bairro Alto. E iremos abeirar-nos das aves de rapina que espreitam a cada esquina de Lisboa.

Enfim, falaremos de uma cidade que aprendemos a gostar. Sempre mais e mais!

Não nos falte engenho, inspiração e o sol que dá luz a esta aldeia global voltada a sul, e causa inveja a quem nos visita.

Fernando Santos Marques
Colunista da Tomar TV

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