Vila Medieval e Aljustrel candidatos às sete maravilhas de Portugal

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As duas aldeias de Ourém concorrem ao programa da RTP na categoria de “Aldeia-Monumento”.

A Vila Medieval de Ourém e Aljustrel são as apostas de Ourém para as ‘Sete Maravilhas de Portugal’ na categoria Aldeia – Monumento. A estratégia passa por promover duas aldeias com características bastante distintas e diferenciadoras, com uma tipicidade e autenticidade bastante vincadas.

Ocupado desde tempos imemoriais, o morro do Castelo de Ourém, cujo burgo é hoje denominado por Vila Medieval de Ourém, foi palco de acontecimentos relevantes da história nacional, a que muito ajudou a sua morfologia íngreme e de árduo acesso, ótimos para a vigilância da envolvência e defesa do local. Ourém, outrora Abdegas e mais tarde Auren, foi conquistada aos mouros durante o reinado de D. Afonso Henriques. Esta terra era, então, um ponto-chave na ligação entre a capital do Mondego e a do Baixo Tejo.

O Castelo de Ourém, classificado como Momento Nacional em 1910, julga-se iniciado na segunda metade do século XII. A criação do concelho, um dos primeiros, deu-se em 1180, mediante carta de foral atribuída pela Infanta D. Teresa, filha do fundador da nação. A povoação foi sendo consolidada ao longo dos séculos -e muito valorizada arquitetonicamente pelo empenho de D. Afonso, o IV Conde Ourém- até ao terramoto de 1755 que a destruiu quase na totalidade, tendo forçado a população, pelo senso, a instalar-se no sopé da colina.

Logo a antiga Ourém foi reconstruída e voltou a ser habitada por intrépidos oureenses que fazem, ainda hoje, daquela aldeia alcandorada de vistas privilegiadas, o seu lar.

Aljustrel é uma aldeia do Maciço Calcário Estremenho que repousa na orla da Serra de Aire. Desde sempre unida à Natureza, a povoação sobreviveu ajustando-se às dádivas da mesma, sabendo aproveitar com engenho a rocha existente em abundância para a construção dos seus cómodos, a armazenar sapientemente a água disponível ao longo do ano, que muitas vezes escasseava, a despedregar os terrenos argilosos para poder cultivá-los e a tirar partido de um vasto matagal de características mediterrânicas, nomeadamente através da pastorícia.

O lugar de Aljustrel ou Aliustrel já consta do primeiro mapa integral, que se conhece, do País e que data de 1561, no entanto, foi em 1917 que se deu a conhecer ao mundo, devido aos acontecimentos relacionados com as Aparições de Fátima que mudaram o rumo da história da aldeia e da vivência das suas gentes. Hoje aberta ao mundo, a aldeia recebe todos os dias visitantes que querem conhecer um pouco mais sobre a história das suas gentes e sentir a mística especial do lugar que acolhem no coração como abençoado.

Vila Medieval e Aljustrel candidatos às sete maravilhas de Portugal

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