Tomar. Anabela Freitas garante que não vai suspender estacionamento tarifado

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Queixas de uma comerciante da rua dos Arcos fazem discussão regressar à reunião de Câmara.

A Presidente da Câmara Municipal de Tomar garantiu esta segunda-feira que a maioria PS-CDU não vai fazer nenhuma proposta de suspensão do regulamento relativo ao estacionamento tarifado em Tomar.

O assunto voltou a ser abordado em reunião pública de Câmara na sequência de uma queixa apresentada por Esmeralda Conceição, uma comerciante da rua dos Arcos que se manifestou revoltada por não existirem lugares reservados aos comerciante da rua. As principais críticas foram dirigidas à ação da PSP e à Assembleia Municipal de Tomar, por não ter formado ainda a Comissão de Avaliação do estacionamento pago no concelho.

Dado a falta de lugares destinados aos comerciantes da rua, a munícipe disse que para evitar multas por estacionamento indevido, tem de estacionar a sua viatura no parque da várzea grande, junto ao Tribunal.  “Toda a gente concordou, mas nada foi feito. Ainda não está estudado como vai ficar, mas já está estudado que vamos pagar”, disse a comerciante, dirigindo-se aos elementos da Assembleia Municipal que, há cerca de seis meses, aprovaram por unanimidade a proposta de formação da dita comissão.

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Anabela Freitas defendeu-se afirmando que “uma coisa é a autarquia (executivo camarário), outra coisa é a Assembleia Municipal”, uma vez que o regulamento proposto pelo executivo foi alterado pela assembleia antes de ter sido tornado público. “É o regulamento que está em vigor. Não podemos fazer nada”, acrescentou.

Já depois da saída da munícipe, a discussão em torno da questão continuou com os partidos da oposição a acusar a maioria de ter tido pressa na aplicação do estacionamento pago e a exigir a suspensão do regulamento. João Tenreiro, vereador do PSD, reconheceu o “lamento” da autarca pelo facto da Assembleia Municipal ainda não ter criado o Comissão de Avaliação. “Isto está a trazer prejuízo. Há descontentamento nas ruas. O PSD não tem propostas, não queremos ser apelidados de populistas, mas pedimos que o regulamento seja revisto ou suspenso”. Pedro Marques acompanhou o raciocínio do PSD e fez o mesmo pedido de suspensão.

Hugo Cristóvão entrou depois na troca de acusações dizendo que “é preciso descaramento para [o PSD] querer apagar questões do passado”, referindo-se aos problemas financeiros causados pela ‘Parq T’ ainda durante a administração social-democrata no Município. Tenreiro respondeu depois que o executivo não se pode desculpar com uma questão que correu mal no passado para justificar outra que corre mal no presente.

No final, Anabela Freitas reconheceu que “é necessário rever o regulamento, mas não pode ser alterado sem que primeiro seja aplicado”. A autarca garantiu que, da parte da coligação PS-CDU não será feita nenhuma proposta de suspensão”.

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