Ourém já pode contratar por ajuste direto devido à visita do Papa

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TomarTV

A medida é temporária e visa acelerar os preparativos para a vinda do Papa Francisco ao centenário das aparições de Fátima.

O município de Ourém foi autorizado a celebrar contratos, por ajuste direto, de obras e aquisição de bens e serviços relacionados com a celebração do centenário das aparições de Fátima, onde deverá estar presente o Papa Francisco. O decreto-lei foi publicado esta terça-feira em Diário da República, sendo que as medidas excecionais vão estar em vigor até ao final do ano e visam acelerar a resolução das questões logísticas ligadas à visita do santo padre.

No documento, reconhece-se a conveniência de “adotar, até dezembro de 2017, um regime de contratação de empreitadas de obras públicas e de aquisição de bens e serviços que combine a celeridade procedimental exigida pela proximidade da data, em segurança, com a defesa dos interesses do Estado e a rigorosa transparência nos gastos públicos.” Abrange contratos de empreitadas, locação, aquisição de bens imóveis e serviços contratados pela administração direta e indireta do Estado, setor público empresarial e Câmara Municipal de Ourém.

Contactada pela Tomar TV, a autarquia de Ourém não esclareceu o montante que o município pretende gastar com a vinda do Papa Francisco ao Santuário de Fátima, uma vez que falta saber o valor que será comparticipado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. A lei estabelece também que, para os ajustes diretos, a entidade adjudicante deverá convidar pelo menos três entidades para apresentar propostas.

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A visita do chefe máximo da igreja católica a Fátima, nos dias 12 e 13 de maio, é visto como o maior e mais importante acontecimento a decorrer no concelho de Ourém em 2017. Espera-e a visita de milhões de pessoas ao santuário e os hotéis de Fátima, bem como de várias cidades em redor, estão lotados há vários meses para os dias da visita do Papa a Portugal.

Fotografia: Wikimedia Commons

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1 COMENTÁRIO

  1. Como é que se mantém um sistema oculto de interesses, enchendo a barriga dos ricos? Assim:
    (Acabamos de ver sentados a facilidade com que isto se faz)
    – hoje, alguém passou um cheque em branco às grandes construtoras com uma justificação ridícula como esta (receber uma pessoa simples);
    – daqui a um ano entram quantias gigantescas nos cofres grandes construtoras (como a Mota-Engil);
    – daqui a dois anos sai mais um político do governo para a gestão de uma grande construtora (como a Mota-Engil);
    – daqui a três anos, o que sobrar destes milhões, pagam uma campanha para a eleição de um governante do mesmo partido.
    … e assim passou, facilmente e com muita gente a dormir…
    Acordem caraças… isto acontece de quatro em quatro anos e até os brasileiros já apanharam o Lula a fazer isto na cara de toda a gente!
    Pode ser normal fazerem isto em muitos países, mas não deixem fazer no nosso! Partilhem.
    Brincar às grandes construtoras com o dinheiro de todos é muito fácil, pois criou-se o mito que estas empresas empregam muita gente com salários muito acima da média e que salvam todas as famílias. Estas empresas, na verdade, têm características que nos deviam fazer pensar, pois não têm qualquer competição e são sempre geridas e mantidas por políticos que saltam constantemente entre o governo e a administração destas empresas.
    Será que algumas empresas não serão simples cofres sem fundo geridos por administradores políticos para manter partidos?

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