Sons de Tomar. Nave-Mãe: “Queremos é tocar!”

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TomarTV

Começaram há um ano e, logo no primeiro concerto, ganham um concurso de bandas. Neste Sons de Tomar, os protagonistas são os Nave-Mãe.

Estávamos em 2015. Tomás Brito, vocalista e guitarrista, conheceu João Graça, baterista, num concerto numa escola do Entroncamento. Era a festa de final de ano e ambos tinham um amigo que os desafiara a tocarem juntos. O concerto correu bem. E nasceu a ideia de formar uma banda. Como João tinha um primo, Emanuel Duarte, que tocava guitarra e que até queria fazer um projeto mas não tinha vocalista, convidaram-no a juntar-se à banda — e começaram a ensaiar.

No início, pensaram em tocar covers, porque João Graça e Emanuel Duarte já o faziam às vezes: “Queríamos era tocar”, conta este último. Só depois apareceu Tomás Brito. Na realidade, ainda chegaram a ensaiar covers, mas Tomás Brito, que já compunha, incentivou a banda a começar com os originais, visto que já tinha algumas ideias e queria aproveitar para pôr-las em prática. Começaram a compor originais, todos em português, porque é como preferem compor e têm mais facilidade. Segundo Tomás Brito, “é como sai mais naturalmente a nossa música”.

Passado cerca de um mês do início dos ensaios, surgiu a oportunidade de tocarem no concurso de bandas de Pé de Cão que acabaram por ganhar, mesmo sem terem ainda um baixista. Na altura, a banda ainda tinha o nome de “Prisma”, mas já havia a intenção de o mudar. Atuaram com quatro originais e dois covers que, desde logo, lhes valeu a vitória.

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À Tomar TV, contaram ainda uma história caricata dessa noite: “Em Pé de Cão, caiu um placar que não estava preso e veio contra mim e contra o Tomás”, conta Emanuel Duarte. “Aquilo partiu-me o pente da guitarra e tudo”, reforça Tomás Brito. “E o Emanuel até ficou com o braço aleijado e mal o mexia”, finaliza João Graça entre uma risada geral.

Antes disso já tinham ido a outro concurso de bandas em Lisboa, nos Olivais. Ainda com o nome “Prisma”. Acabaram por não ganhar por não terem baixista, justificou o júri na altura. “A partir daí, ganhámos mais motivação para encontrar um baixista. Ficámos um bocado à toa com a história de não ganharmos por não ter baixista. E a desculpa foi que se fosse preciso começar a gravar amanhã não podíamos, porque não tínhamos baixista”, afirma Tomás Brito. “Aquilo marcou-nos e não foi bem por nós mas sim pelo que ouvimos dos outros. Porque o próprio júri disse que gostou da nossa música”, confessa.

“Mas nós percebemos que a nossa música não agrade a toda a gente porque não é aquela música fácil. É um género pouco comum que nem toda a gente ouve. Não é uma coisa em que ponhas os headphones e estejas a ouvir enquanto fazes outra coisa. É música para ouvir com atenção, porque nós fazemos coisas esquisitas e tentamos sempre fugir ao tempo certo, aos típicos quatro acordes. E também fazemos muitas mudanças de ritmo inesperadas”, explicam Tomás Brito e João Graça.

Entretanto, no fim do ano passado, por altura de novembro, antes do concerto no bar CCV em Torres Novas, decidiram mudar de nome para Nave-Mãe, que surge de um excerto da letra de uma música da banda “Viagem”, Vou partir numa viagem espacial. Segundo Tomás Brito, “achámos piada a esse tema do espaço, dessas ideias mais psicadélicas. E após surgirem umas ideias dentro do tema espacial, surgiu o nome Nave-Mãe”.

Depois do concerto no CCV, decidiram que não iriam tocar mais sem baixista. Apesar de terem perdido a oportunidade de ir tocar a outros concursos, não pararam e continuaram a compor. Mas sempre focados em tentar arranjar um baixista.

Finalmente, conseguiram arranjar um baixista e até um teclista. “Nós ensaiámos com eles e eles eram bons, só que a coisa não se estava a enquadrar bem. Mas parecia que eles estavam numa onda diferente. Nós estávamos a puxar para um estilo e eles para outro”, conta Tomás Brito. “Foi difícil, porque o teclista estudava em Lisboa, tinha bastantes projetos musicais em simultâneo e andava sempre a correr. Já o baixista, entretanto, entrara para a recruta [do Exército]. E como nós queríamos mesmo tocar ao vivo e a disponibilidade dos dois não era a melhor, decidimos ‘dispensá-los’. Falámos com eles e acho que não ficaram chateados. Continuamos a dar-nos bem, como dantes”, explica João Graça.

“Com isto, depois de puxar muito pela cabeça, lembrei-me que conhecia um rapaz que era meu colega de curso. Chama-se Ricardo e tinha-me dito uma vez, por alto, que tocava baixo. Fui à procura dele no Facebook, encontrei-o e entrei em contacto com ele, que logo mostrou interesse. Voltámos a ensaiar e houve logo um bom ambiente. O primeiro ensaio correu bem. Ele tocava bem, gostou da nossa música e nós gostámos do estilo dele”, conta João Graça. Fechou-se assim a formação atual da banda.

“Já com o Ricardo, tocámos na festa de fim do meu curso no IPT e, no dia seguinte, numa concentração motard no Coito. Este sábado, também tocaram na Festa da Cerveja de Tomar: “Essa oportunidade surgiu porque eu conheço o presidente do União, clube que organiza a festa. Falei com ele, apresentei o projeto e ele quis que entrássemos no cartaz”, avança João Graça.

A banda tomarense tem Led Zeppelin, Pink Floyd e Beatles como principais influências. Mas os Nave-Mãe garantem que a sua música difere um pouco dos estilo musical dessas bandas. Neste momento, a banda tem cerca de oito originais gravados, com os quais se apresentam em concertos, sendo que já compuseram mais alguns que, para já, “não se enquadram no estilo da banda”, confessam.

“Nós agora queremos gravar um EP com quatro ou cinco temas que estejam bons ou se enquadrem bem todos juntos e começar a espalhá-lo na internet. E queremos também começar a marcar concertos onde der. Queremos é tocar!”, diz Tomás Brito à Tomar TV.

Oiça aqui Queria Sentir, um dos temas dos Nave-Mãe:

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