Sons de Tomar. A história de quatro amigos apaixonados pelo Rock

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Com dois singles lançados neste momento e a na fase de criação do primeiro trabalho de estúdio, os Kálices estiveram à conversa com a Tomar TV.

Recuemos até ao ano de 2014: David João, Rui Ferreira e João Lopes (primeiro e último da mesma equipa de futebol e o segundo colega de turma) juntam-se pelo mesmo motivo: a paixão pela música.

Começaram a ensaiar ainda sem baterista, com David e Rui nas guitarras e João no baixo. Certo dia convidam o guarda-redes da equipa, Diogo Silva, que por acaso tocava bateria, para assistir a um ensaio. O baterista acabou por gostar e juntou-se à banda.

E o que é uma banda sem concertos? Não é nada pois bem.

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O primeiro convite chegou, ainda em 2014, para tocarem na tão famosa festa de verão da Avecasta. Mas havia um problema: faltava um nome, segundo nos confidenciou David.

“Como ninguém teve criatividade para arranjar um nome ficou Kálices, que era o nome de uma banda que o meu pai teve no Algarve”. Um dos momentos caricatos da banda decorreu nesse mesmo concerto. No início de uma das músicas, o baixista (João) teve “uma branca” e a banda tocou cerca de um minuto sem os vocais e acabou por ser Rui a começar a cantar a letra.

Outro momento caricato da banda teve lugar nos Casais da Igreja, terra da avó de David, uma grande fã e que queria ver a banda atuar. Assim,  a banda atuou na Associação da terra, mas quando estavam a tocar, cheios de energia e “sempre a abrir”, na plateia estavam só um “grupo de idosos” (um termo carinhosamente usado pela banda) a jantar, parecendo um cena de filme.

Já o concerto preferido da banda foi no ano seguinte, no baile de finalistas da ESSMO. Tanto por causa do público que interagiu muito com a banda, como por causa do sistema sonoro que, nos contam, tinha bastante qualidade.

Mas o ano de 2016 marcou uma viragem na história da banda, visto que decidiram dar o “salto” e deixar os covers de lado, passando a compor originais. Segundo Diogo, “toda a gente gostava quando tocávamos covers porque tínhamos músicas para os novos e para os mais velhos. Na setlist, tanto tínhamos Led Zeppelin como Arctic Monkeys,  mas depois chegou uma altura que nos fartámos de imitar e tocar a musica dos outros. Queríamos subir um patamar! Ser originais. Acabámos até por gostar de ensaiar mais assim.”

Entretanto, os Kalices já lançaram dois singles: “Luísa” e “Contra-Corrente”, que integraram o primeiro trabalho de estúdio que a banda está a preparar mas ainda sem data para o lançamento. Ao passarem aos originais, depararam-se com um desafio: Tocar em inglês ou português? Acabaram por escolher a sua língua materna pois, na opinião dos jovens, seria melhor para expressar a mensagem e a ideia das músicas.

“Eu tive as ideias, tanto para as letras como para as músicas. Às vezes a tocar guitarra começava a interpretar um riff e a navegar nele… Acabava por levar essas ideias para os ensaios e aprimorávamos-las” – explica João.

Já Rui conta que “nos originais, combinámos que o vocalista da banda que seria eu, mas nos covers cantávamos todos. Eu cantava músicas dos Muse, o João dos Arctic Monkeys e o David cantava Led Zeppelin.  Essas bandas são algumas das nossas influências, tal como Guns N’ Roses, Scorpions ou Skillet”

Quanto ao estilo musical, a banda ainda não definiu um padrão mas a sua música acaba por ser definida por rock com influência de vários sub-géneros (Indie, Alternativo, Metal). No entanto, segundo nos confidenciaram com alguma ironia, não pretendem lançar nenhuma música de kizomba nos próximos tempos!

Neste momento a banda está a atravessar um grande desafio.

João, após ganhar uma bolsa, vai estudar para a China, numa escola internacional e vai lá estar, pelo menos, dois anos. Por essa razão, a banda vai ficar sem baixista, numa altura em que queria lançar o seu primeiro álbum de estúdio (e marcar o fim, pelo menos por agora, de um ciclo com a presença do João) mas, para isso, falta-lhes também apoios para gravar o disco.

A banda deixou um desafio: “Se tocas guitarra/baixo, começa a praticar que a tua oportunidade pode estar a chegar!”

Entretanto, os Kálices farão um casting para escolher quem assumirá o lugar vago deixado por João.

A banda não se vai embora sem antes deixar a sua homenagem a António Silva, o tão conhecido “Tó da Rádio”, pai de Diogo Silva e que é um dos grandes apoiantes da banda.

“Ajuda-nos muito com o material de som. A sala de ensaios que é em casa dele. Arranja-nos concertos e conhece muitas pessoas influentes no meio musical tomarense.” confessaram.

Por agora, fique com os dois singles lançados pelos Kálices:

 

 

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