Sons de Tomar. A história dos Roffies e do novo single “Blue”

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TomarTV

Com um single acabado de lançar, a banda tomarense Roffies esteve à conversa com a Tomar TV para mais uma edição da rubrica “Sons de Tomar”.

São tomarenses, ensaiam no Chão das Maias e definem o seu som como rock com influências de metal e punk. E apesar de terem começado a tocar há seis ou sete anos, só agora mostraram ao mundo a primeira música original: chama-se Blue e foi escrita algures em 2012.

A banda começou quando João Pardelhas e David Rodrigues começaram a aprender guitarra e se juntaram para a tocar. David lembrou-se então de convidar o colega de atletismo, Tiago Louro, que passava as sessões de corrida a cantar. A eles juntou-se David Silva, também colega de atletismo e atual baixista da banda, mas que na altura tocava bateria. Com a banda semi-formada, os quatro jovens começaram a ensaiar em casa de Pardelhas — para a qual iam de bicicleta com os instrumentos às costas — e a tocar covers, tentando mesmo gravar um original com um computador, mas que só não saiu por ter ficado com má qualidade.

O primeiro nome da banda foi “khaos” mas acabaram por o alterar. O motivo? Um cão que os membros da banda encontraram numa ida ao rio, ao qual decidiram dar o nome de Roffie (uma referência ao filme A Ressaca – Parte II). O cão seguiu os músicos no regresso a casa, acabando por ficar durante algum tempo em casa de Tiago. Alguns dias depois, o animal optou por “ir à sua vida”, deixando para trás um trabalho já feito: dar o nome à banda e até a ideia para o logótipo, que ficou um desenho de uma caveira de um cão.

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Já com nome para banda e apenas a faltar o baixista, a vida — ou o destino — acabou por “mexer uns cordelinhos”. David Rodrigues foi a um concerto de Hands of Guilt e conheceu Luís Sousa, atual baterista da banda, num mosh pit de “três pessoas”, segundo afirmam os dois membros. Passados uns dias, no Liceu de Tomar, Luís encontrou David a tocar guitarra e abordou-o, recordando esse episódio e contando-lhe que tocava bateria. Isso valeu-lhe um lugar na banda. O baterista David Silva passou para o baixo e estava a banda formada.

Segundo contam à Tomar TV, os Roffies sofrem algumas “maldições”: “antes dos nossos concertos temos sempre algum problema com material. Uma corda partida, uma pele da bateria mal afinada ou um prato partido. Outro dos problemas era com as sala de ensaios. Tivemos várias: ensaiámos no Liceu, na garagem do primo do Tiago Louro, em casa do Pardelhas enquanto ainda estava na banda, no Colégio, na casa de um amigo nosso, no Chão das Maias, na casa do irmão do David Silva. Agora ensaiamos na garagem do nosso guitarrista, o Tiago e devemos permanecer aí. Temos boas condições, mas já tivemos várias chatices nas salas de ensaio onde estivemos, menos na que estamos agora e na do irmão do David, que são bastante decentes. No liceu não podíamos fazer barulho, a casa do nosso amigo no Chão das Maias era muito pequena e por aí em diante”, conta um dos membros.

O primeiro concerto a sério foi em 2014, “em Pé de Cão, no festival de bandas, para o qual estivemos um mês a ensaiar diariamente durante cerca de oito horas por dia, com ajuda de uns petiscos e de umas ‘jolas’. Não ganhámos nada, mas demos um bom concerto e diverti-mo-nos”, referem. Depois disso tocaram no Chão das Maias, na festa da terra, no meio das chamadas “bandas pimba” e acabaram por dar outro concerto que, segundo contam, correu bastante bem.

Agradados com a prestação da banda tomarense no ano anterior a organização do festival de bandas de Pé de Cão voltou a convidar os Roffies a participar novamente, convite que a banda prontamente aceitou. Mas o guitarrista, Pardelhas, tinha uma opinião diferente: “Não queria ir e andava-se a baldar um bocadinho aos ensaios, o que levou a que tomássemos uma medida, talvez drástica, mas apesar disso continuamos todos amigos. Ele saiu da banda e entrou o ‘Tiaguito’ Lopes, o guitarrista do nosso outro projeto de covers na altura, os Meias Rotas“. Com o novo guitarrista, voltaram a participar no festival de bandas. Mas, outra vez, a sorte ditou: não alcançaram o ambicionado primeiro lugar.

“Ainda estamos à procura do nosso som e desde que tocamos que tentamos fazer originais. Até já temos cerca de dez. Uns com nome, outros sem. E outros ainda em construção. Some Cocaine, Punk Português — a nossa única música em português —, Enough, Back to the Beginning, Freak Show, Nova, Blue e Bleed são os nomes de algumas músicas da banda”, conta Luís Sousa. “As ideias para as músicas vêm de cada um, de tocarmos em casa sozinhos, das nossas influências musicais que são bandas como Metallica, Megadeth, Black Label Society, Guns n’ Roses, entre outras, e das jam sessions que fazemos para tentar encontrar riffs bacanos”. Quanto às letras, “normalmente passam por mim, pelo Tiago Louro e pelo David Rodrigues, somos nós que as escrevemos”, conclui Luís.

O novo single, Blue, “foi a primeira música que fizemos. Veio de uma ideia minha e a letra fui eu que escrevi. Foi a minha namorada que me deu inspiração para a escrever e é a ela que é dedicado. Gravá-mo-la só agora porque precisávamos de um original gravado para participar no concurso EDP Live Bands”, afirma David Rodrigues à Tomar TV.

E para o futuro? Para o futuro a banda promete lançar álbum. E continuar a dar concertos, claro.

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